domingo, janeiro 10

Alô?!

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Existem histórias de amor e amores que dão boas histórias.
Eu nunca amei num cais, numa poltrona ou num avião
Eu nunca fui amado em pé, falando ou pensando
Boa pedra de mármore é o músculo que bate no meu peito.
Dilapidador estou em forma.
Falar das outras coisas do mundo que não sejam o amor, cansa por demais.
Para o amor basta uma taça de vinho, uma piada qualquer e ágeis movimentos.
Contra o amor pesam as idéias repetitivas, os clichês subaproveitados, os meios...

Toda vez que Patrícia me liga o assunto é esse
Toda vez que ela me procura, esse é o dilema.
Amar ou não amar, trair ou não trair, certa ou errada,o que eu acho e o que “desacho”.
Patrícia gosta de me sugar. Pede que eu construa uma tenda em praça qualquer.
Que possa estar a disposição para seus momentos melancólicos de pouca vida.
Me usa e descarta com a mesma velocidade.
A menos que o assunto seja “Sério”. Numa vez que seu cachorro de 15 anos morreu
Ela me tomou por quase 5 dias.
O que nos une é um desejo pelo discorrer.
O que nos separa é sempre nossa prolixía.

Depois de tanto tempo que nem se calcula, não apreendemos que para saber sobre o amor
é fundamental o uso de expressões precisas, arcos de letras que construam palavras, que construam períodos e que nunca excedam uma lauda, seja essa lauda de pensamento ou verbalização ou escrita. Pecamos por nunca oferecer a nossos tratados, a profilaxia devida. Enfraquecemos nossos discursos com os intermináveis rodeios a nos perder em jardins de Minotauros.

Alô... É Patrícia... Preciso atendê-la...

Que dois estúpidos que somos nós.




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2 comentários:

Anônimo disse...

Necessidades imediatas pedem satisfações imediatas: Uma uma troca ou egoísmos baratos...

pior são os telefones que não tocam.

Anônimo disse...

pior seria se pior fosse